quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

o meu melhor filme do mês

Ontem fui ver este filme com a minha Su-su, a minha melhor e mais fiel companheira de cinema.

Gostei muito do filme!
Aí está uma recriação histórica de que gostei!
Aí está mais uma perspectiva da IIª Guerra Mundial!
Aí está um filme de acontecimentos e de sentimentos que nos mostra como, por vezes, a sobrevivência pode ser mais dolorosa que a própria morte.

segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

fim de fim-de-semana

Lá no meu concelho de origem, descobriram há alguns anos o sucesso das feiras de Outono! Até aqui tudo muito lindo. Também eu gosto do Outono e também eu gosto que as freguesias daquele Portugal desquecido se organizem para mostrar as suas iguarias gastronómicas, as suas habilidades artesanais e a sua criatividade artística.
Ora, embora já exista há algum tempo, só ontem se me proporcionou a primeira visita à Feira da Castanha no Vale de Maceira, organizada pela freguesia de Aldeia das Dez. Só o nome já é fofinho…! E juro-vos que ía bastante entusiasmada, porque, nesta altura do ano, só o ouvir da palavra castanha já me entusiasma.

Acabada de chegar ao recinto, ouço a seguinte conversa entre uma mãe e um filho:

Filho – "Parece a Feira Medieval!"

Mãe – "Qual Feira Medieval qual carapuça!!!"

Ora bolas, pensei!!! Estava tudo estragado. O pobre petiz tinha razão! Mesmo que o nome não o fizesse crer à primeira, a feira estava invadida daqueles grupos de pseudo-saltimbancos, vestidos efarrapadamente, com bochechas coradas, dentes podres e toucas de couro na cabeça. Isto porque: roupa esfarrapada é medieval; dentes podres é medieval; bochechas de bêbado é medieval; tambores é medieval, etc…

Pessoalmente não gosto de recriações históricas! É necessária uma exigência e um rigor muito grande para que elas possam ser bem feitas e trazerem, assim, alguma mais valia cultural. Por outro lado, sei que o objectivo destas feiras é o lucro e uma supervisão do rigor histórico destes eventos, numa perspectiva imediata, mais não seria do que um óbice a esse mesmo objectivo.

Deste modo, tento poupar-me de assistir às Feiras Medievais que correm o país de Norte a Sul durante o Verão. Ao mesmo tempo que torço para que elas consigam despertar na população alguma estima, entusiasmo e curiosidade pelo conhecimento Histórico, evito-me de participar nelas, porque algumas das suas incongruências me fazem verdadeira urticária.

Podem imaginar pois, qual não é o meu espanto quando vou à Feira da Castanha e me apercebo que, a par da venda de alguns produtos das nossas aldeias, a animação da feira está a cargo dos grupos que vão animando as feiras medievais de Verão. Lá estavam as roupas, os tambores e, a um canto, armas e instrumentos de tortura… Sim porque a violência também é imagem de marca da medievalidade que por aí se vende.

Fiquei um bocado desolada! Não fosse o sitio e o nome das terras em cada barraquinha, aquela feira podia estar a acontecer em qualquer outro lugar, graças à banalização daquela animação de referências pseudo-medievais!
Vim para casa a refilar e com uma pergunta a atormentar-me: "Mas afinal, qual será a pertinência?"

quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

fora do trilho ou em Punta Cana?

Isto ultimamente aqui no meu escritório/residência vai de mal a pior! Há alguns dias que ando meia perdida nos meus papeis....
É cedo para me perder, com certeza que é, mas aconteceu!
De qualquer maneira, não é a primeira vez que acontece e eu sei que hei-de voltar a encontrar o trilho e até sei, mais ou menos, como é que o hei-de fazer!

Hoje, por exemplo, acordei cedo! "...Cedo erguer" é sempre uma boa forma de nos encontrarmos...

...mas, estive a pensar e, nem que fosse a do Samouco,... onde eu gostaria mesmo de estar era em Punta Cana!


(este fraco post matinal exemplifica bem o fraco estado de espírito que me tem andado a atormentar... :S)

segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

amor, desamor, cíume e morte

Neste aniversário recebi imensos livros a que me tenho dedicado, fazendo assim a ressaca da obra que me ocupou o Verão todo.

Acabei ontem de ler A Sonata de Kreutzer de Lev Tolstói, presente de dois pombinhos amigos e cheios de bom gosto.

Gostei muito!

"- Ah, é horrível o que está a dizer; é que há mesmo entre as pessoas um sentimento que se chama amor e que não dura apenas anos ou meses, mas toda a vida. De acordo?
- Não, isso não existe. Supondo até que o homem prefira determinada mulher para toda a vida, o mais provável é que essa mulher prefira outro homem, e sempre assim foi e continuará a ser neste mundo - disse ele. Tirou a cigarreira e acendeu um cigarro.
- Mas também é possível o amor recíproco - disse o advogado.
- Não, não é possível - retorquiu o senhor - , é impossível, da mesma forma que é impossível que, numa carroça cheia de ervilhas, duas delas, marcadas, fiquem juntas. (...)"

A Sonata de Kreutzer, Relógio D'Água, 2007, p.17

"(...) A cidade é melhor para as pessoas infelizes. Na cidade, uma pessoa pode viver cem anos e não reparar que já morreu há muito e apodreceu. Não temos tempo de pensar em nós, estamos totalmente ocupados.(...)"

A Sonata de Kreutzer, Relógio D'Água, 2007, p.69

(imagem: Pintura a óleo de René François Xavier Prinet)

terça-feira, 14 de Outubro de 2008

os pequenos prazeres da manhã!

Trabalho sozinha. Faço o meu próprio horário. O meu escritório é a minha sala. A minha cantina é a minha cozinha. O meu coffee-break faz-se, por norma, no sofá em frente à minha mesa de jantar, para este caso, minha secretária de trabalho!

Como tudo na vida, tudo isto encerra coisas boas e coisas más!!! A pior coisa é, sem sombra de duvida, a tranquilidade com que se encara o despertador. Eu tenho dois que tocam de forma infernal à mesma hora e… nada!!! Nada me faz acordar quando sei que se não começar a trabalhar às 9h ninguém morre até porque depois posso ficar no "escritório" para lá das 22h…

Há umas semanas decidi preencher o meu amanhecer com alguns prazeres quotidianos, que sirvam de estimulo ao acordar! À quinta-feira, por exemplo, salto da cama e tomo banho rápido para correr até à tabacaria mais próxima comprar uma determinada revista, sentar-me no café e ler a crónica ou do António Lobo Antunes ou do Zé Luís Peixoto. O dia começa bem…

Não o posso fazer todos os dias (é muito caro e tem açúcar), mas alguns dias da semana há em que acordo a correr e, às vezes até sem banho tomado, corro para a padaria para comprar pão de noz. E o dia, assim, também começa bem…

Mas o que dizer dos restantes dias da semana? São o meu karma, de facto!

Há outro prazer que tenho desde miúda… Gosto de acordar a ouvir o Nuno Markl e as suas mirabolantes histórias! Nos últimos dias, porém, com este novo programa, não sei o que é que ele faz à voz mas eu, depois da música introdutória dos Deolinda… puuuf… Adormeço!!! Quando acordo, lembro-me de tudo menos da história que ele contou (ainda bem que se inventaram os podcast)! Quando isto acontece, ou seja, 85% dos dias, por norma acordo a tempo de chegar à cozinha (onde o rádio está sintonizado na TSF) e ouvir o Tubo de Ensaio do Bruno Nogueira, cumprindo assim o pequeno prazer do acordar desse dia.

Hoje escrevo este texto, porque por 10 minutos perdi o Tubo de Ensaio, e com ele, todos os pequenos possíveis pequenos prazeres do acordar de hoje… Como estou muito fanhosa também não irei ao ginásio e, com tudo isto, começo um dia de trabalho sem qualquer pequeno prazer motivacional… Sobreviverei??? :D

domingo, 12 de Outubro de 2008

25 years :S

... sexta-feira houve festa de aniversário!!!

Obrigada aos que vieram!
Diverti-me imenso, foi muito nice!!!

:D

(fotografia de Bruno Carreira)

terça-feira, 7 de Outubro de 2008

fim de fim-de-semana

Lembraram-me ontem que faz exactamente hoje um ano que estávamos em Machu-Picchu... A esta altura do campeonato, no ano passado, já tinha tido a minha visão revolucionadora dos condores e tantas outras, igualmente maravilhosas!

Este ano esperarei pelo meu aniversário em Coimbra, com muita calma e reflexão, porque a idade a isso obriga. :)

No fim-de-semana passado fui com a minha mãe ao Algarve - ou ao all garve?? -, nem sei bem! Acho que me inclino mais para a segunda hipótese.
Foi interessante. Como praticamente não conheço essa região, foi uma aventura muito nice ir até lá, numa época em que não está muita gente.
Dei aquele que será, provavelmente, o meu último mergulho salgado de 2008; pude observar, in loco, a descaracterização da paisagem, a falta de gosto e de referências de algumas (esta e esta) das mais conhecidas cidades algarvias; e, pelo meus olhos, observei os destinatários e usufrutuários da política do turismo algarvio, a quem se salda toda uma região!

No domingo ainda dei um pulo a La Antilla, só para matar saudades! No regresso constactei, mais uma vez, como fica tão longe de casa e como tenho tanta pena que assim seja!

Agora estou em Coimbra, a passar, com tranquilidade - como diz o outro (1-2 ;)) - os últimos dias desta idade e a mentalizar-me para a chegada do meu quarto de século.

Lá fora chove!